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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Coerebinae
 d'Orbigny & Lafresnaye, 1838
Espécie: C. flaveola

Nome Científico

Coereba flaveola
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Bananaquit


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Cambacica

A cambacica (Coereba flaveola) é a única espécie da família Thraupidae no sistema classificativo tradicional. Nos sistemas classificativos anteriores à taxonomia de Sibley-Ahlquist, a cambacica classificava-se numa família própria, Coerebidae. É também conhecida como tietê, mariquita, chupa-mel, chiquita (Rio de Janeiro), sebinho (Minas Gerais), caga-sebo, cabeça-de-vaca (interior de São Paulo), sibite (Rio Grande do Norte) e chupa-caju (Ceará), sebito e guriatã-de-coqueiro (Pernambuco), sebinho, papa-banana (Rio Grande do Sul), saí e tem-tem-coroado (Pará), sibito-de-manga (Maranhão), chupa-lima e vaga-súbito (Paraíba).

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (tupy) coereba = nome indígena de origem tupi para um pequeno pássaro azul, preto e amarelo, não confirmado em Garcia (1929); e do (latim) flaveola, flaveolus = diminutivo de flavus = dourado, amarelo. ⇒ pássaro amarelinho.

Características

Mede aproximadamente 10,5-11,5 centímetros e pesa cerca de 8-10 gramas. O dorso é marrom-escuro. As asas e a cauda são marrom-escuras; as rêmiges primárias possuem leve bordeamento esbranquiçado, mais evidente na base. O peito e o uropígio são amarelos. O ventre e o crisso são amarelo-limão, e por vezes esbranquiçados. A coroa e a face tem coloração negra; evidente faixa superciliar branca; garganta cinzenta. O bico é curvado e pontudo, negro e de base rosada.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL



Indivíduos com plumagem flavística

O que é flavismo?

Flavismo é a ausência parcial da melanina (nesse caso ainda pode ser observado um pouco da cor original da ave), porém presença de pigmentos carotenoides. A ave flavística ou canela se apresenta com a coloração diluída, devido à perda parcial de melanina, tanto da eumelanina (pigmento negro) quanto da feomelanina (pigmento castanho).

Subespécies

Existem 41 subespécies válidas, cinco delas presentes no Brasil:

Das outras subespécies, algumas tem a pecualiaridade de habitarem apenas pequenas ilhas do Caribe:

Alimentação

Néctar, frutas e artrópodes. Para coletar alimento, em qualquer altura, agarra-se firmemente à coroa das flores e com o bico curvo e pontiagudo perfura o cálice, atingindo assim os nectários. Visita também as garrafas de água açucarada, destinadas a atrair beija-flores e comedouros de frutas para pássaros. Aprecia muito banana, mamão, jabuticaba, laranja e melancia, daí vem seu nome em inglês bananaquit.

Reprodução

Faz ninho esférico que pode ser de dois tipos, segundo sua finalidade:

1) Construído pelo casal para reprodução, o qual é relativamente alto e bem acabado, de acesso pequeno, superior e dirigido para baixo, coberto por longo alpendre que veda a entrada, de parede grossa e compacta, feito de palhas, folhas, capins e teias de aranhas. A câmara incubatória localiza-se no centro, com a entrada às vezes protegida por palha.

2) Construído para descanso e pernoite, o qual é menor, mais achatado, de construção frouxa e com entrada larga e baixa.

Põe de 2 a 3 ovos branco-amarelados, com pintas marrom-avermelhadas. A incubação é feita exclusivamente pela fêmea. Reproduz durante todo o ano, fazendo novos ninhos a cada postura.

Hábitos

Vive solitária ou aos pares e é bastante ativa, mas também pode ser vista em pequenos bandos. Toma banho muitas vezes, por causa do contato com o néctar pegajoso. Seu canto é relativamente forte, simples e monótono, e emitido incansavelmente. Canta a qualquer hora do dia e em qualquer época do ano. A fêmea também canta, mas pouco e por menos tempo. Para amedrontar um rival, põe-se de pé, estica o corpo e vibra as asas. Muito briguentas, as cambacicas chegam a cair engalfinhadas no solo, onde continuam a luta. E é até comum aparecer em quintais com bebedouros de beija-flores, mas geralmente espécies como o beija-flor-tesoura as espanta, ficando com a posse do bebedouro.

Na busca por alimento, muitas vezes fica de cabeça para baixo em um galho, visando atingir a flor. Geralmente está no meio das folhas e movimenta-se pelo interior da copa. Entretanto, voa bem e atravessa áreas abertas entre matas ou para visitar uma árvore isolada e florida em um campo. Também visita arbustos isolados e próximos à mata.

É comum em uma grande variedade de hábitats abertos e semiabertos, arborizados, onde existam flores - inclusive em quintais, podendo se acostumar com a presença humana, não tendo medo da aproximação.

Predadores

Distribuição Geográfica

Ocorre em quase todas as regiões do país, podendo estar ausente de regiões extensivamente florestadas, como no oeste e centro da Amazônia. É encontrada desde o SE México, América Central e Caribe e em todos os países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai. Rara nos Estados Unidos (Flórida) e Cuba.

Referências

Galeria de Fotos